Por: Aprenderes-Reflexões, divagações, incertezas e saber em rede.

jan 27 2011

Categoria: Made by me

Deixe um comentário

Do desenvolvimento…

Práticas de Verão 2025/2026

Oferta de práticas em um periódico universitário no verão de 2025.

200 bolsas de práticas para graduandos, de todas as áreas, que desejem adquirir experiência profissional em Campo de refugiados. Em Lilypad¹ acolhemos refugiados ecológicos, refugiados políticos, refugiados de guerras, refugiados do conservação e refugiados econômicos.

Além dos conhecidos refugiados políticos, econômicos e de guerra a genialidade inventiva da produção econômica e social contemporâneo conseguiu superar-se, criamos mais…

Atualmente cerca de 250 milhões de homens e mulheres deixam sua terra natal a caminho de outras regiões por causas relacionadas com o ambiente como: desastres naturais (furacões e tsunamis); avanço da desertificação (as regiões desérticas ocupam hoje um quarto do planeta); aumento do nível do mar (submersão dos estados-ilha com perda de território físico e político, soberania, cultura); inundações (provocadas pelos crescentes níveis de dióxido de carbono na atmosfera); risco de enfermidades; salinização dos solos; falta de água potável, alimento e energia. Estes idosos, adultos, adolescente e crianças obrigados a abandonar seus lares em função da degradação do planeta e com pouca ou nenhuma esperança de retorno estão sendo designados como «refugiados ecológicos». A ONU estima que nos próximos anos deva haver cerca de 800 milhões de refugiados ecológicos no mundo.

O conceito de refugiado ecológico data de 1985. Elaborado por Essam El-Hinnawi (Professor do Egyptian Natianal Terearch Center/Cairo) e apresentado no Informe do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMA), o termo ganhou popularidade com o premio Nobel da Paz Wangari Maathai. El-Hainnwi define como refugiados ambientais a sujeitos forçados a abandonar seu habitat tradicional, provisório ou definitivamente, em função de transtornos ambientais causados por processos “naturais” ou oriundos da atividade humana – sociais – que representem perigo para a sua existência ou qualidade de vida.

Sob uma análise longitudinal e crítica qual transtorno ambiental, que atinja as populações, não pode ser compreendido como eminentemente social?

Os meios de comunicação noticiam somente as grandes catástrofes que podem ampliar suas cifras e os economistas continuam propagando que os direitos da natureza e das pessoas esta sob as prioridades da produção e do consumo. Paralelo a isso seguem as cotidianas e diuturnas práticas de destruição ambiental; os derramamentos de petróleo e outras substâncias poluentes nos mares, rios e lagos do mundo inteiro; contaminação dos solos e aqüíferos com resíduos tóxicos; desmatamento; monocultura; pesca predatória; pecuária de confinamento; construção de represas; transposição de rios…

Produzimos centenas de refugiados todos os dias… Onde estão esses sujeitos?

Concentradamente, nas conhecidas zonas de exploração colonial e neocolonial. São os pobres os que mais sofrem as conseqüências do impacto da ação humana no ambiente social e natural. São os invisíveis campesinos, indígenas, quilombolas, nativos de qualquer território que da noite para o dia se transformam em crianças e idosos famintos e miseráveis; homens, mulheres e jovens sem labor e sem futuro.

Soma-se a este quadro a mais recente ameaça a dignidade, a autonomia e a alteridade de povos e populações autóctones. A contemporânea produção dos refugiados da conservação.
Após séculos dizimando as populações indígenas para conquistar territórios e construir cidades, depois anos expulsando-os de suas terras para extrair petróleo e minerais nós – “homens brancos” – sob a nobre e ética justificativa da conservação de terras e da vida silvestre, estamos banindo milhões de povos indígenas de suas terras, em todo o mundo.
Até então, figuravam na lista negra de instituições que destroem culturas e identidades nomes como Shell, Texaco e Freeport y Becthel. “A novidade é o máximo do paradoxo”(Gilberto Gil), a essas conhecidas “vilãs” reúnem-se Conservation International (CI), The Nature Conservancy (TNC), World Wildlife Fund (WWF), Wildlife Conservation Society (WCS), União Mundial para a Natureza (UICN).

¹Lilypad imaginada pelo designer belga Vincent Callebaut. Cidade auto-suficiente na produção de alimento, movida a energias renováveis e não poluentes para acomodar até 50 mil pessoas provenientes de áreas do planeta onde o efeito estufa e outros desastres ecológicos tornariam a vida insuportável.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: