Em tempos de falsa comoção mundial pelos paises árabes em revolução, compartilho a minha percepção do cenário…

Por: Aprenderes-Reflexões, divagações, incertezas e saber em rede.

mar 04 2011

Categoria: Made by me, Uncategorized

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COUSCOUS* – La Graine et le mulet
O espetáculo da pós-democracia
Baseado na obra de Kechiche

PERSONAGENS

Apresentador
Slimane Beiji
Os Donos
Os Autóctones Ricos e/ou Políticos
Os Outros Autóctones
Os migrantes

ATO ÚNICO
Rubrica geral (RG) – Cenário de circo. Apresentador em traje de gala estampado com o mapa mundial – o traje do apresentador deve ter fios suspensos de maneira que o faça parecer uma marionete. Todos os outros atores devem estar usando trajes estampados com partes das bandeiras de todas as nações. As entradas são pela direita, pela esquerda e pelo centro.

Cena I
Personagem – Apresentador
Rubrica objetiva (R.O.: entra o apresentador e dirige-se ao centro do palco. Todas as luzes o enfocam e o palco deve estar escuro.
Rubrica subjetiva (R.S.: sorrir, fazer salamaleques e gesticular de maneira exagerada como os apresentadores de espetáculo circense).

APRESENTADOR
Senhoras e senhores o espetáculo da pós-democracia já começou. Estamos em cena desde os fins do século XIX. Estamos trabalhando há muito tempo nesta obra e, como podem ver, está consideravelmente melhor.
As cenas de guerra e as pantomimas de paz têm nos ensinado muitíssimo sobre as melhoras tecnologias de atualização do controle oligárquico dos governos e a manutenção do disfarce democrático. Os sketches de reunião de chefes de estado e os fóruns internacionais têm sido estupendos para experimentar discursos, testar o seu poder de sedução e disseminar seu conteúdo. Os organismos mundiais são nossa melhor estratégia – seus mapas de domínios evidenciam a hegemonia das nossas normas e ordens. Todavia não esqueçam a publicidade e suas excelentes técnicas para escamotear os fatos, manipular a opinião pública e garantir a alienação e o consumo desmedido.
Nossa intervenção educativa – silenciosa, constante e eficiente – tem a colaboração ativa dos sistemas de educação básica, das universidades e institutos de investigação (Geritage Foundetion, American Enterprise Institute, Cato institut, etc.), editoriais e todas as grandes agências de comunicação de massa (CNN, The Financial Times, The Wall Street Journal e The Economist, etc. e todos os periodistas alienados). A agenda da comunicação dos nossos mediadores coletivos da realidade tem garantido o condicionamento da percepção do mundo. Agradecemos a eles termos alcançamos a interiorização do neocolonialismo como única forma de organização econômica e fonte de felicidade universal, garantindo a cumplicidade geral ao despotismo. Encontramos o perfeito equilíbrio para perpetuar a exploração e garantir a escravidão.
(R.S.: Gesticulação exagerada para chamar o público). Aproximem-se do nosso picadeiro mundial, necessitamos apresentar os lugares onde podem estar os cidadãos, seus papéis, seus espaços de ação, suas funções. Está claro (?!) que podem estar no lugar onde prefiram já que todo homem e toda mulher têm direito a ir e vir, podem viver onde queiram… Todavia, é necessário dizer que as vagas/cadeiras estão organizadas a partir dos estados-nação.

Cena II
Personagens – Apresentador e Os Donos

APRESENTADOR
(R.S.: com os braços abertos). ¡Que comece a distribuição das vagas!
(R.O.: rufar de tambores). ¡Que rufem os tambores!
(R.S.: fazer salamaleques). Os donos das indústrias de porte mundial; os presidentes das instituições financeiras internacionais; FMI, OMC, Banco Mundial, Conselho de Segurança das Nações Unidas, ONU, OECD, BIRD; os chefes de estados e de governos, os reis, os califas, o papa, os primeiros ministros e ministros de finanças dos países do G4, G7, G8, G15, G22, G23, G33, G20, G10… por favor, tomem assento em seus tronos transnacionais. Estão no ponto mais alto e no centro do nosso picadeiro, daí poderão manobrar os fios para a manipulação dos “consumatores” e cenários do títere atual.
(R.O.: entrada de Os Donos pela direita. Os Donos fazem um pequeno tumulto perto das suas cadeiras. A ação deve representar uma disputa pelas melhores cadeiras).

PRESENTADOR
(R.S.: em tom irônico). Por favor, senhores, organizem-se segundo o Panteón do Poder. Há três níveis de assentos e os senhores sabem onde devem estar. Recordem seus interesses pessoais, estratégicos e econômicos.

Cena III
Personagens – Apresentador e Os Autóctones Ricos e/ou Políticos.

APRESENTADOR
Os autóctones Ricos e/ou Políticos dos partidos que estão no poder devem buscar os confortáveis assentos de espaldar alto que estão na primeira fileira, próximas ao centro, do seu Estado-nação. Mantenham-se atados aos seus fios e saibam que serão “convidados” a atuar.
(R.O: Os Autóctones Ricos e/ou Políticos entram pela direita, organizados em filas. A ação deve indicar um aparelhamento militar).

Cena IV
Personagens – Apresentador e Os Outros Autóctones.

APRESENTADOR
(R.S.: expressão de pouco caso). Os outros Autóctones busquem assento onde possam… ainda sobram algumas vagas. Mantenham-se em seu estado-nação. (R.S.: tom de enfado). Não estamos aqui para perder tempo com vocês.
(R.O: Os Outros Autóctones entram pela esquerda. Os atores devem formar una única e longa fila na qual todos devem caminhar rapidamente, demonstrando submissão e resignação.)

APRESENTADOR
Que? O que quer saber, não te escuto…
(R.O.: todos os atores devem paralisar ação como se estivessem chocados).
(R.S.: Todos levam a mão à boca e arregalam os olhos).

APRESENTADOR
Pergunta pelo seu fio? Não se preocupe você já nasceu com ele preso à sua cabeça. Não sabia?
(R.O.: todos os atores retomam suas ações e expressam tédio).

APRESENTADOR
(R.S.: em tom mais baixo e jocoso). Os pobres no percebem o mundo… sempre com uma venda nos olhos… Que sigam sempre assim para que tudo siga como está.
(R.S.: em tom normal). O show tem que continuar!

Cena V
Personagens – Apresentador e Os Imigrantes.

APRESENTADOR
Senhoras e Senhores, tenho a honra de apresentar-lhes… Que passa?
(R.O.: entrada de Os migrantes por todos os lados). Os migrantes devem entrar como saltimbancos.
APRESENTADOR
Quem são esses?
Quase esqueci… são os migrantes… Os outros dos outros dos outros…
Há algum autóctone que esteja sem lugar? Creio que todos já estão cômodos e confortáveis.
(R.S.: em tom mais baixo). Que fazer?… Há que se manter a ilusão da democracia, estado de direitos, liberdade, equidade e todas essas bobagens…
Então… que todos os outros que não formam parte das categorias anteriores que encontrem lugar debaixo das cadeiras dos seus países/lugares de acolhida. Insisto, todos os outros – miseráveis, analfabetos, deficientes, idosos, desempregados, ex-presidiários, os sem qualquer coisa (teto, terra, trabalho, saúde…), diferentes de qualquer espécie. Cuidem para que não ocupem muito espaço, no façam barulho. Ajam de forma tal que possamos esquecer a sua incômoda presença.
(R.O.: Os migrantes fazem acrobacias e se acomodam debaixo da arquibancada. Os atores devem se posicionar de maneira que sejam visíveis de qualquer ponto do palco.

APRESENTADOR
Peguem os fios que saem do solo. São para que possam estar sob o control… Desculpem-me, estou um pouco confuso… (R.S.: riso nervoso). Os fios são para que os países de acolhida possam garantir toda ajuda humanitária que necessitam.
Que? Sinto muito, não te escuto…
(R.O.: todos os atores devem paralisar ação como se estivessem chocados).
(R.S.: Todos levam a mão à boca e arregalam os olhos).

APRESENTADOR
(R.S.: em voz baixa e debochada). Crêem que podem perguntar… Crêem ter direito a voz neste assunto… Estupidez…
(R.S.: em tom normal). Diga-me, meu bem… Então você nasceu neste país e crê que é autóctone e cidadão?
¿E você? Seus antepassados vivem nessas terras há 2.000 anos e você acredita que também é cidadão deste estado nação…
Trabalha aqui há 50 anos… Tem um comércio e paga todos os impostos…
Pertence a quarta geração de um casal de imigrantes e se crê cidadão com todos os direitos…
Estão todos equivocados. Desde X anos, com a Lei XXX/XX, decidimos que somente os pertencentes ao grupo XxXxX são autóctones verdadeiros e, portanto, cidadãos. Os direitos promulgados nas constituições dos países estão dirigidos aos cidadãos. Só aos cidadãos. Para todos os outros fazemos concessões.
Compreendam que estamos de boa maré… Já estão aqui… Têm um lugarzinho… ¿Que querem? Saibam que têm o irrevogável direito de serem inferiores a nós; em situações muito excepcionais de extraordinária identidade econômica podem ser quase iguais. Superiores jamais. Calem-se!
(R.O.: Todos os atores sorriem e assentem com a cabeça).
(R.S.: os atores expressam aprovação à fala do apresentador de maneiras variadas)

Cena VI
Personagem – Apresentador.

APRESENTADOR
Senhoras e senhores, tenho a honra de apresentar… (R.S.: olha para os lados e para cima como que averiguando se não haverá uma nova interrupção). …a Pós-Democracia. Esta maravilha contemporânea é um sistema de governança no qual a democracia é representativa, exclusivamente, para as elites totalitárias, onde todos os grupos políticos, ideológicos e econômicos, ainda que pareçam divergir, estão em acordo tácito e conjuntural. Até pouco tempo, ainda utilizávamos os estados-nação para concretizar aquela tal democracia – arenga interessante para dissimular nossos objetivos: a ditadura do mercado, a supremacia do setor privado, o culto ao lucro. Já não a necessitamos, temos um governo mundial composto por nós – as elites transnacionais. William Paff nos definiu de maneira magistral: “… Império universal, um império espontâneo cujos membros submetem-se voluntariamente à sua vontade.”
Vocês não precisam pensar em nada, nós já decidimos tudo. No espetáculo da pós-democracia todos têm seu papel e sua função. É per-fei-to!

Cena VII
Personagens – Apresentador e Slimane Beiji.

APRESENTADOR
(R.S.: expressão de fúria). Deus dos miseráveis, que dia!
(R.O.: entrada de Slimane, pelo centro. Surge a sombra de um homem, mas não é possível vê-lo.)

APRESENTADOR
(R.S.: o apresentador põe as mãos sobre as sobrancelhas como se estivesse tentando enxergar melhor. Depois faz uma expressão de reconhecimento.). Diga Sr. Slimane Beiji… (R.S.: entonação de enfado. Suspira e bate com as mãos na coxa para ressaltar o tédio). Farei melhor que escutá-lo… como já ouvi a sua lengalenga muitas e muitas vezes, eu mesmo a conto…
(R.S.: tom de desprezo). Blá, blá, blá… um sexagenário de ascendência magrebí… sempre trabalhou em um cais do sul da França…. agora está desempregado… Blo, blo, blo… gosta da França e quer ser dono de um restaurante de comida magrebí que funcionaria no casco de um barco reformado… Ble, ble, ble… terá como prato principal “Cuscuz com peixe”… deseja uma vaga no Atracadouro da República”- ponto dos melhores restaurantes da cidade.
(R.S.: tom entre ameaça e conselho). Slimane essas coisas não são simples… Saiba que necessitará de dinheiro… (R.S.: enumerar as exigências de forma enfática e monótona para gerar cansaço ao ouvinte). …deverá apresentar um estudo de mercado, um projeto do restaurante com planilha de custo detalhada, projeto da reforma do barco, um parecer do SEBRAE, parecer do Banco de Pequenas Empresas, certificados de formação para gerenciamento de restaurantes, certificado de formação para gestão de negócios, certificado de formação para manipulação e conservação de alimentos frescos, as autorizações para funcionamento (Prefeitura, Vigilância Sanitária, Junta Comercial, Capitania dos Portos, Secretaria de Importação e Comercio, da Secretaria de Turismo, da Secretaria do trabalho, Sindicatos, etc.). (R.S.: tom entre ameaça e conselho). Não seria mais fácil buscar o seguro desemprego ou o plano de aposentadoria por invalidez?
(R.S.: em voz baixa). Será que ele ainda não entendeu que não se permite mobilidade social? Ele já está no lugar onde deve estar. Nada deve mudar nada.

Cena VIII
Personagens – Apresentador e Slimane Beiji.

(R.O: Slimane Beiji entra em cena, saindo da sombra, e se posiciona no centro do palco. Slimane caminha lentamente com a cabeça baixa. Todas as luzes o enfocam e todo o palco fica escuro)
(R.S: O personagem é um homem cansado. A voz de Slimane deve, em principio, soar como um sussurro e durante o monólogo irá ganhando força. Sr. Beiji deve começar a falar com a cabeça baixa e corpo curvado e, à medida que o discurso avance, deverá empertigar-se. Seus gestos devem ser lentos e comedidos. Slimane não sente raiva ou desprezo. Ele tem a serenidade de um homem consciente. Seu discurso não deve parecer ameaçador.)

SLIMANE BEIJI
Senhor… desculpe-me, Senhor. Necessito falar um pouco… Não sou um homem de palavras, sou um homem trabalhador e costumo falar através das minhas atitudes, das minhas ações, da minha ética e das minhas crenças. Sou um homem simples, marcado pela cultura e pelas tradições e sei que os senhores não entendem porque saí do meu país paro o dos senhores.
A França esteve em meu lar durante muitos anos e fez dele o que quis. Nossa gana de liberdade foi mal vista e considerada como ameaça; nossa oposição à dominação e ao aniquilamento foi combatida com as trombetas do despotismo: a economia, a ideologia e o aparato militar. Estivemos mergulhados em um negado conflito por vida, identidade, respeito e emancipação desde 1830 até 1962.
Sou um Argelí que imigrou do Magreb para Sete há 43 anos. Saí do meu país quando completei 18 anos e casei com a mãe dos meus filhos. Sou um homem honrado e cri que na França poderia fugir das armas, do chamado da morte, da miséria, da guerra. Sonhei para meus filhos, para minha família um futuro digno e uma vida longe de um país consumido pela exploração e pela beligerância – o petróleo e o gás da minha terra não geram saciedade aos seus filhos; só ganância, dor e sofrimento. Paradoxalmente professei que nossos antigos opressores poderiam, sob a luz da democracia e da pós-modernidade, acolher aos antigos oprimidos de maneira nobre.
Abandonar a minha terra natal não foi uma decisão fácil. No entanto, ao fazê-lo julguei estar fazendo o mais correto, opinei estar a caminho do êxito – confesso. Hoje, cansado de trabalhar, trabalhar e trabalhar… lutar, lutar e lutar para manter a minha família unida, feliz e próspera percebo que fracassei.
Minha esposa, a mãe dos meus filhos, já não fala comigo. Meus filhos vivem no fio da navalha – fazem das tripas coração para criar aos meus netos. Meu sangue e meu suor, meus sonhos e minha força somaram à construção e desenvolvimento deste país na mesma proporção que o dos senhores. Contribuí, com minhas roupas de feira, tanto quanto os senhores, com suas roupas de luxo, seus escritórios suntuosos e seus ardis políticos. Todavia, nenhum dos meus conseguiu estudar nas suas universidades, nenhum deles conseguiu um bom trabalho, nenhum tem uma morada decente. Vivemos uma babel no seio da nossa família.
No entanto, estou seguro de que os senhores não conhecem, nem reconhecem os apuros que passamos e o esforço que fazemos para que sejamos aceitos e possamos nos incorporar à metrópole. Creio que seguimos invisíveis… Minha dor cala as minhas palavras e falar me parece uma atividade inútil… meu grito tem estado mudo… minha voz não ecoa… minha agonia se confundiu com a urbana paisagem da normal opacidade do velho, do pobre, do outro, do diferente, da indiferença.
Muito mais que um restaurante, este projeto representa meu último suspiro. Reconheço que a mim já não importa onde tombará meu fatigado corpo, o ânima se perdeu da minha alma. Desejo que aos meus isto não ocorra ainda que não possa ver, desde agora, rios de leite e mel no futuro dos meus herdeiros. Desejo, com esse gesto, construir uma herança de trabalho, de prosperidade, de esperança e de dignidade. Desejo reunir meus familiares e ensinar-lhes que é possível Ser, que é possível alcançar sonhos, que somos capazes, que existimos. Todavia, estou consciente de que os senhores não têm a intenção de permitir que funcione.
Convido-os a um jantar, convido-os a comer em comuna. Minhas raízes me ensinaram que comer juntos é comungar em um ato de construção dos laços de convivência e de cooperação. Convido os senhores a uma celebração da dignidade, da força frente aos obstáculos, da possibilidade de reconciliação de culturas e pessoas negada, da superação do rechaço diuturno. Bebam, comam, desfrutem e não esqueçam que tenho consciência de que os senhores tramam para que eu não alcance o meu intento.
Pode ser que o meu pequeno sucesso tropece em um dos muitos interesses que os senhore têm; pode ser que o meu restaurante lembre a miscigenação sobre a qual se assenta esta nação; pode ser que um barco desperte a consciência da nau perdida para os cidadãos que não estão previstos e apoiados por suas leis; pode ser que comer recomponha a comuna – sua coesão, sua força, seus direitos; pode ser que sejam apenas pessoas mesquinhas. Esta comida é a representação da nossa dignidade e do quanto poderíamos Ser acaso este país fosse, de fato, uma democracia – liberté, fraternité, egalité.
No entanto, como os senhores já nos informaram, vivemos o espetáculo da pós-democracia… já não há diretos, declarações, fóruns… Os Senhores, os novos deuses, crêem que nos condenaram, a todos, a não Ser e a não Ter.
Nós existimos… não esqueçam. A existência dos senhores inter-depende da nossa ainda que neguem, ainda que nos façam parecer dependentes dos seus favores, da caridade, da boa vontade. Há um constante movimento de emancipação que os senhores reconhecem, negam, temem e combatem. Posso ver nos seus olhos a incerteza frente ao que está por vir; o temor pelas mudanças, o medo de que seus discursos já não nos seduzam, já não nos hipnotizem.
Comam senhores, comam! Comamos todos, o banquete do mundo está servido.

(R.O: As luzes retornam e o Sr. Beiji desaparece. O Apresentador segue discursando em voz muda, assim como todos os atores. As luzes vão sendo apagadas pouco a pouco, a última deve ser a que foca o Apresentador).

* Kechiche, A. (2007). Cuscús [Película]. Titulo original La Graine et le Mulet. Francia: Pathè. 151mim.Color.

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