A escravidão moderna (Lisa Kristine)

Por: Aprenderes-Reflexões, divagações, incertezas e saber em rede.

set 07 2012

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“There are more than 27 million people enslaved in the world today — that’s double the amount of people taken from Africa during the entire trans-Atlantic slave trade.” (Lisa Kristine)

Nos últimos dois anos, a fotógrafa Lisa Kristine viajou o mundo documentando a realidade insuportavelmente dura da escravidão que existe nos dias de hoje. Nesta impactante palestra do TEDxMaui, ela compartilha imagens tão assombrosas quanto belas, de mineiros no Congo a trabalhadores de olaria no Nepal, iluminando a situação de 27 milhões de almas escravizadas em todo o mundo.

Lisa conta que passou a conhecer o assunto por meio da ONG Free the Slaves (Libertem os Escravos), que se dedica a erradicar a escravidão moderna. “Começamos a conversar sobre a escravidão e, na verdade, comecei a aprender sobre ela, porque eu certamente sabia que existia, mas não em tal nível”, diz.

“Após terminarmos a conversa, eu me senti tão mal e envergonhada da minha falta de conhecimento sobre essas atrocidades acontecendo durante minha vida, e pensei: se eu não sei, quantas outras pessoas também não sabem?”, questionou Lisa.

Segundo a palestrante, uma estimativa conservadora aponta que existam mais de 27 milhões de pessoas escravizadas no mundo hoje – o dobro da quantidade de seres humanos trazidos da África durante o comércio de escravos via oceano Atlântico. E, mesmo sendo mantidas com até 18 dólares por dia, essas famílias dão aos senhores de escravos um lucro de mais 13 bilhões de dólares a cada ano em todo o mundo.

Lisa relata ainda que muitas dessas pessoas foram enganadas com falsas promessas de uma boa educação ou um emprego melhor, e depois descobriram que seriam forçadas a trabalhar sem serem pagas, sob um tratamento violento, e sem o direito de irem embora.

Ao longo da palestra, Lisa exibe imagens feitas em diversos lugares, como na Índia e no Nepal, onde ela encontrou famílias inteiras em olarias onde a temperatura ultrapassava os 50 graus, envoltas em uma densa nuvem de poeira e empilhando mecanicamente montes de tijolos em suas cabeças por 17 horas diárias.

“No Himalaia, encontrei crianças carregando pedras por milhas abaixo em terrenos montanhosos até caminhões esperando nas estradas. As grandes folhas de ardósia eram mais pesadas do que as crianças que as carregavam, e elas as levavam na cabeça usando correias artesanais de vara, corda e tecido rasgado”, relembra.

Isso sem contar as milhares de pessoas escravas sexuais, ou presas na agricultura, em restaurantes, na mineração, nas industrias têxtil e de pesca, na servidão doméstica, “e a lista pode prosseguir”, alerta. “Eu realmente acredito, se pudermos olhar uns aos outros como seres humanos companheiros, então irá se tornar muito difícil tolerar atrocidades como a escravidão.

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